Nostalgia Mar Adentro
Passei o último fim de semana em um hotel fazenda próximo a Guarapari. Estávamos eu, minha irmã, meu cunhado e um casal de amigos com o filho deles. Comemoramos o aniversário de 1 ano do filho desse casal. Engraçado que como nos faz bem quebrar rotinas (não que eu não goste de rotinas), e como é bom comer bem, curtir um lugar e relaxar. Aproveitei também para estreitar laços. Um fim de semana com pessoas que você não vê há tempo ajuda a reforçar amizades e criar conexões. Confesso que muitas vezes sinto dificuldade em sair de casa e saber que vou passar dias fora do meu canto. Afinal, nada melhor do que nosso lar. Mas quase todas as vezes que saí foram maravilhosas. Porque já houve vezes que era melhor eu ter ficado no meu “esconderijo” mesmo.
No domingo voltamos. E com
isso eu tive uma agradável e nostálgica experiência. Passamos por duas praias
que frequentei muito na minha infância quando curtia as férias em Guarapari.
Além disso, estivemos em frente ao edifício onde ficávamos. Foi emocionante, eu
segurei aquela emoção toda dentro de mim, não achei que era o momento de me
debulhar em lágrimas ali dentro do carro.
Lembrei dos momentos
divertidos na praia com a família. Me recordei que nas paredes do apartamento
havia reproduções de pinturas de Botticelli como: O Nascimento de Vênus e A
Primavera. Eu, ainda criança, ficava admirando aquelas obras e seus mínimos
detalhes. Assim como a beleza daqueles corpos. Não conseguia interpretar aquelas
obras, não tinha conhecimento do que foi posto ali naquelas telas, mas eu
ficava admirado com tudo o que estava representado ali. E observar pessoas?
Sempre as observei muito, seja de longe ou perto de mim. Ficava eu debruçado no
guarda corpo da varanda olhando as pessoas lá embaixo numa área comum do prédio
ao lado. Eu crio laços facilmente desde criança. Sempre muito sensível a
demonstrações de afeto e ao toque físico, o que nos torna mais humanos. Então observar
pessoas e tentar interpreta-las é uma forma de criar algum tipo de laço. Me
veio também a lembrança do peixe frito na hora do almoço com aquela sensação de
alívio pós banho depois de um dia de praia, dos passeios no centro da cidade,
até me veio à memória algumas músicas que estouraram na década de 90 em ritmo
de axé e de sertanejo. Lembram disso?
Essa coisa de encarar o tempo seja com o que passou ou com o que ainda virá nos coloca em uma posição frágil perante à vida. Também nos ajuda a ver que precisamos aproveitar o aqui e o agora, e assim construir uma linha do tempo digna de ser lembrada.
A minha
mente detalhista lembra de muitas coisas, e recordar é viver. Então quando
volto ao passado vivo abundantemente.


Amei!
ResponderExcluir♥♥♥
ExcluirPerfeito!
ResponderExcluirÉ sobre isso, lembranças boas sempre marcam.Eu também não sou muito fã de sair do meu canto mas quando são pessoas agradáveis, vale a pena!
ResponderExcluir♥
ExcluirQue leitura gostosa! A vida também é sobre lembranças e sensações que nos levam de volta a momentos bons.
ResponderExcluirQue maravilha,relaxar e ter essas lembranças boas que ficam guardadas na memória!
ResponderExcluirRecordar é viver! E reviver os momentos em que fomos felizes, é voltar a ser feliz!!! Vê feliz meu Ferrnanndo❤️😝
ResponderExcluirTatianaaa ♥♥♥♥
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